quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Saturno

  Fatos sobre Saturno

  • Saturno é o segundo maior planeta do sistema solar e o sexto a partir do Sol:
    • distância do Sol: 1.429.400.000 km (9,54 u.a.)
    • diâmetro equatorial: 120.536 km; diâmetro polar: 108.728 km
    • massa: 5,688e26 kg
  • Na mitologia romana, Saturno é o deus da agricultura. Corresponde ao deus Cronus dos gregos, filho de Urano e Gaia e pai de Zeus (Júpiter). Saturno é a raiz da palavra inglesa "saturday"
  • Saturno é conhecido desde os tempos pré-históricos. Galileu foi o primeiro a observá-lo com um telescópio, em 1610. Ele notou sua estranha aparência, mas deixou-se confundir por ela. As primeiras observações de Saturno foram complicadas pelo fato de que a Terra passa através dos anéis de Saturno, a certos períodos, à medida que este se move em sua órbita. Uma imagem de Saturno de baixa resolução, portanto, sofre modificações notáveis. Não foi senão em 1659 que Christiaan Huygens inferiu corretamente a geometria dos anéis. Os anéis de Saturno permaneceram como fenômeno único no sistema solar até 1977, quando anéis de fraca intensidade foram descobertos ao redor de Urano e, pouco depois, em torno de Júpiter e Netuno).
  • Saturno foi visitado pelo primeira vez pela Pioneer 11 em 1979 e, mais tarde, pelas sondas Voyager 1 e Voyager 2.
  • Visto através de uma pequeno telescópio, Saturno é visivelmente achatado nos polos. Seu achatamento é de quase 10%. Isso resulta de a sua rápida rotação e de seu estado fluido.
  • Saturno é o menos denso dos planetas; sua gravidade específica (0,7) é inferior a da água ( Se você pudesse colocar Saturno dentro d'água, ele flutuaria).
  • Como Júpiter, Saturno é cerca de 75% hidrogênio e 25% hélio, com traços de água, metano, amônia e "rocha, similar à composição da Nebulosa Solar primordial, da qual o sistema solar se formou.
  • O interior de Saturno é similar ao de Júpiter, consistindo em um núcleo rochoso, uma camada de hidrogênio molecular. Traços de vários gelos estão também presentes.
  • O interior de Saturno é quente (12000 k no núcleo). O planeta irradia mais energia para o espaço do que recebe do Sol. A maior parte da energia extra é gerada pelo mecanismo de Kelvin-Helmholtz, como em Júpiter. Mas isso pode não ser o bastante para explicar a luminosidade de Saturno; alguns outros mecanismos podem estar em atividade, talvez a "chuva" de hélio em suas camadas mais profundas.
  • As faixas, que em Júpiter são bastante acentuadas, mostram-se muito mais fracas em Saturno . Elas são também muito mais largas próximo ao equador. Os detalhes dos topos das nuvens não são visíveis da Terra, e observações mais precisas da circulação atmosférica de Saturno só puderam ser feitas a partir das missões Voyager. Saturno também apresenta nuvens ovais de longa duração e outras formações comuns em Júpiter. Em l990, o HST observou uma enorme nuvem branca perto do equador de Saturno que não estava lá durante a visita das sondas Voyager; em 1994, observou-se uma tempestade menor.
  • Dois anéis proeminentes (A e B) e um anel fraco (C) podem ser vistos da Terra. A falha entre os anéis A e B é conhecida como a divisão de Cassini; a falha muito mais fraca no anel A é conhecida como Folga de Encke. As fotos enviadas pela Voyagermostram quatro outros anéis fracos. Os anéis de Saturno, diferentemente dos anéis dos outros planetas, são muito brilhantes.
  • Embora pareçam contínuos quando vistos da Terra, os anéis, na verdade, são formados de milhares de pequenas partículas de diferentes tamanhos, variando de um centímetro, aproximadamente, a vários metros. É também provável que existam objetos com alguns quilômetros de comprimento.
  • Os anéis de Saturno são extraordinariamente finos; embora tenham um diâmetro de 250.000 km ou mais, sua espessura não vai além de 200 metros. A despeito de sua expressiva aparência, há realmente muito pouco material nos anéis - se os anéis fossem condensados num único corpo, este não teria mais que 100 km de raio.
  • As partículas dos anéis parecem ser compostas basicamente de gelo de água, mas partículas rochosas cobertas por gelo podem também existir.
  • A Voyager confirmou a existência de intrigantes inohemogeneidades radiais nos anéis, chamadas de "raias", observadas pela primeira vez por astrônomos amadores. Sua natureza é ainda um mistério, mas é possível que isso tenha algo a ver com o campo magnético de Saturno.
  • O anel mais externo de Saturno - anel F - é uma estrutura complexa constituída de dois anéis estreitos, entrelaçados e brilhantes, juntamente com "nós" visíveis. Os cientistas supõem que os "nós" possam ser aglomerados de material dos anéis, ou pequenas luas.
  • Há complexas ressonâncias de maré entre algumas luas de Saturno e o sistema de anéis: algumas das luas, os chamados "satélites pastores" (i.e. Atlas, Prometeu e Pandora) são importantes na medida em que mantém os anéis no lugar; Mimas parece ser responsável pela reduzida quantidade de material na divisão de Cassini, que parece ser similar às falhas de Kirkwood no cinturão de asteróides; Pan está localizado dentro da Folga de Encke. Todo o sistema é muito complexo e, até aqui, pouco se sabe sobre ele.
  • A origem dos anéis de Saturno (e de outros planetas jovianos) é desconhecida. Embora tais planetas possam ter tido anéis desde sua formação, os sistemas de anéis não são estáveis e devem ser regenerados por processos contínuos, provavelmente pela fragmentação de satélites maiores.
  • Como os outros planetas jovianos, Saturno tem um forte campo magnético.
  • Pode-se ver Saturno no céu noturno, a olho nu. Embora não seja tão brilhante quanto Júpiter, é facilmente identificável porque ele não "pisca" como as estrelas. Os anéis e os satélites maiores são visíveis através de um pequeno telescópio astronômico. Os mapas localizadores de planetas de Mike Harvey mostram a atual posição de Saturno (e dos outros planetas) no céu.

Os Satélites de Saturno

Saturno tem 18 anéis com nomes, mais do que qualquer outro planeta. É bem possível que existam vários satélites pequeno ainda não descobertos.
  • De todos os satélites cujas velocidades de rotação são conhecidas, Febe e Hiperíon são os únicos que não possuem rotação sincrônica.
  • Os três pares: Mimas-Tétis, Encélado-Dione e Titã-Hiperíon interagem gravitacionalmente de forma a manterem relações estáveis entre as suas órbitas; o período da órbita de Minas é exatamente a metade do de Tétis; diz-se, portanto, que estão numa ressonância de 1:2; Encélado-Dione também estão numa ressonância de 1:2; Titã-hiperíon estão numa relação de 3:4.
  • Além dos 18 satélites nomeados, pelo menos uma dezena de outras luas já foram identificadas e provisoriamente classificadas.
           Distância Raio      Massa
Satélite   (000 km)   (km)     (kg)   Descobridor  Data
---------  --------  ------  -------  ----------  -----
Pan             134      10     ?     Showalter    1990
Atlas           138      14     ?     Terrile      1980
Prometeu        139      46  2,70e17  Collins      1980
Pandora         142      46  2,20e17  Collins      1980
Epimeteu        151      57  5,60e17  Walker       1980
Jano            151      89  2,01e18  Dollfus      1966
Mimas           186     196  3,80e19  Herschel     1789
Encélado        238     260  8,40e19  Herschel     1789
Tétis           295     530  7,55e20  Cassini      1684
Telesto         295      15     ?     Reitsema     1980
Calipso         295      13     ?     Pascu        1980
Dione           377     560  1,05e21  Cassini      1684
Helene          377      16     ?     Laques       1980
Réia            527     765  2,49e21  Cassini      1672
Titã           1222    2575  1,35e23  Huygens      1655
Hiperíon       1481     143  1,77e19  Bond         1848
Iápeto         3561     730  1,88e21  Cassini      1671
Febe          12952     110  4,00e18  Pickering    1898

Os Anéis de Saturno

      Distância  Largura   Massa
Anel    (km)      (km)   (kg)
----  --------   -----  ------
 D       67000    7500     ?
 C       74500   17500  1,1e18
 B       92000   25500  2,8e19
Divisão  de  Cassini
 A      122200   14600  6,2e18
 F      140210     500     ?
 G      165800    8000    1e7?
 E      180000  300000     ?
(distância do centro de Saturno à borda interna do anel) Esta categorização é, na verdade, um tanto enganosa, uma vez que a densidade das partículas varia de forma complexa, não indicada por uma divisão em regiões bem delimitadas: há variações dentro dos anéis; as falhas não são totalmente vazias; os anéis não são perfeitamente circulares.

Fonte:http://www.if.ufrj.br/teaching/astron/saturn.html

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Urano









História
Em astronomia, Urano é o sétimo planeta a partir do Sol e o quarto maior planeta do Sistema Solar. Foi nomeado em homenagem ao deus grego da antiguidade Urano, o pai de Cronos (Saturno) e o avô de Zeus (Júpiter).Muitos cientistas tiveram dúvidas quanto a Urano ser um planeta. William Herschel anunciou sua descoberta em 13 de maio de 1781, expandindo as fronteiras do Sistema Solar pela primeira vez na história moderna. Urano foi também o primeiro planeta descoberto com um telescópio. Urano foi observado em muitas ocasiões antes de sua descoberta como um planeta, mas foi geralmente confundido com uma estrela. William Herschel registrou em seu jornal “No quartil próximo a ζ Tauri … tanto [uma] estrela Nebulosa possivelmente um cometa ". Em 17 de março, ele anotou, “Olhei para o Cometa ou Estrela Nebulosa e achei que é um cometa, pela sua mudança de local”. Quando apresentou sua descoberta para a Royal Society, ele continuou sua assertiva que tinha encontrado um cometa enquanto implicitamente comparando com um planeta. Urano foi o primeiro planeta descoberto que não era conhecido na antiguidade, embora tenha sido observado e confundido com uma estrela em muitas ocasiões. O registro mais antigo dele se deve a Jonh Flamsteed, que o catalogou como a estrela 34 Tauri em 1690, assim como ocorreu a Galileu, que entre 1612 e 1613 observou Urano em algumas ocasiões pelo telescópio, mas o registrou como diferentes estrelas.





Atmosfera do planeta
A atmosfera do planeta, embora similar a Júpiter e Saturno, é, primariamente, composta de hidrogênio e hélio, contendo mais "gelos" tais como água, amônia e metano, junto com traços de hidrocarbonetos. É a mais fria atmosfera planetária no Sistema Solar, com um temperatura mínima de 49 K (–224 °C).


Nomeação
Herschel decidiu nomear o objeto como Georgium Sidus (Estrela de George), ou "Georgian Planet" em homenagem ao seu novo patrono, o Rei Jorge III. Ele explicou sua decisão em uma carta para Joseph Banks dizendo que posteriormente, quando perguntado o nome do planeta, seria um orgulho dizer que o nome foi dado por causa do reinado de D. George III.
Fora do Reino Unido a ideia não era bem aceita e as alternativas se mostraram presentes:Um astrônomo propôs que o planeta fosse nomeado Herschel em homenagem ao seu descobridor. Outro propos o nome Netuno que era apoiado por outros astrônomos.Entretanto Bode optou por Urano, a versão latinizada do deus Grego
do céu Uranos. Bode argumento que como Saturno era o pai de Júpiter, o novo planeta deveria ser nomeado após o pai de Saturno. Finalmente, a sugestão de Bode se tornou a mais amplamente utilizada, e se tornou universal em 1850 quando o HM Nautical Almanac Office trocou o nome Georgium Sidus por Uranus. Urano é o único planeta cujo nome é derivado de uma figura da mitologia grega ao invés da mitologia romana


Anéis

Em 1977, foram descobertos os primeiros nove anéis de Urano. Durante os encontros da Voyager, estes anéis foram fotografados e medidos, tal como outros dois anéis. Os anéis de Urano são muito diferentes dos de Júpiter e Saturno. Pode existir um grande número de anéis estreitos, ou possivelmente anéis incompletos ou arcos de anéis, tão pequenos quanto 50 metros (160 pés) de largura.



Satélites Naturais

Urano tem 27 satélites naturais conhecidos. Nenhum deles possui atmosfera. Os nomes dos satélites de Urano foram retirados de personagens de várias peças de William Shakespeare e de obras de Alexander Pope, especialmente os personagens principais femininos deles: Oberon; Titânia; Umbriel; Ariel; Miranda; Puck; Pórcia; Julieta; Créssida; Rosalinda; Belinda; Desdémona; Cordélia; Ofélia; Bianca; Sycorax.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O Universo


Exelente programa que como o nome diz se trata sobre o Universo, é um documentário que fala sobre várias coisas que acontecem no Universo, também conta sobre o que os cientistas planejam em caso de um asteróide vir a atingir a terra ou sobre moradias em Marte. Ótimo para quem gosta de astronomia. Esse programa passa no The History Channel um ótimo canal com vários documentários, eu particulamente gosto muito deste canal.

Nebulosas


Originalmente, a palavra "nebulosa" se referia a praticamente qualquer objeto astronômico extenso (além de planetas e cometas). A palavra "nebulosa" vem da palavra grega para "nuvem". Antes que os astrônomos soubessem que galáxias eram coleções distantes de estrelas, galáxias eram chamadas nebulosas por causa da sua aparência indistinta. Hoje, a palavra nebulosa é reservada para objetos extensos consistindo na maior parte de gás e poeira.

Nebulosas são objetos de muitas formas e tamanhos e são formadas de muitas maneiras. Em algumas nebulosas, estrelas se formam a partir de nuvens de gás e poeira; uma vez que algumas estrelas tenham se formado dentro da nuvem, a luz delas ilumina a nuvem, tornando-a visível para nós. Essas regiões de formação estelar são locais de nebulosas de emissão ou reflexão.

Nebulosas de emissão são nuvens de gás com temperatura alta. Os átomos na nuvem são energizados por luz ultravioleta de uma estrela próxima e emitem radiação quando decaem para estados de energia mais baixos (luzes de néon brilham praticamente da mesma maneira). Nebulosas de emissão são geralmente vermelhas, por causa do hidrogênio, o gás mais comum do Universo e que comumente emite luz vermelha. Nebulosas de reflexão são nuvens de poeira que simplesmente refletem a luz de uma estrela ou estrelas próximas. 

Nebulosas de reflexão são geralmente azuis porque a luz azul é espalhada mais facilmente. Nebulosas de emissão e de reflexão são geralmente vistas juntas e são às vezes chamadas de nebulosas difusas. Em algumas nebulosas, as regiões de formação estelar são tão densas e espessas que a luz não consegue transpassá-las. Não é surpresa, então, que sejam chamadas de nebulosas escuras.

Outro tipo de nebulosa, chamada nebulosa planetária, é resultado da morte de uma estrela. Quando uma estrela já queimou tanto material que não pode mais sustentar suas próprias reações de fusão, a gravidade da estrela provoca o seu colapso. Quando a estrela colapsa, seu interior se aquece. O aquecimento do interior produz um vento estelar que dura por poucos milhares de anos e que leva para fora as camadas mais externas da estrela. Quando as camadas mais externas são levadas para fora, o núcleo remanescente esquenta os gases, que estão agora longe da estrela, causando o brilho deles. O resultado é uma "nebulosa planetária" (assim chamada porque se parece com planetas gigantes gasosos pelo telescópio), formada por camadas de gás brilhante que circundam um pequeno núcleo. Astrônomos estimam que nossa galáxia contém aproximadamente 10 mil nebulosas planetárias. Nebulosas planetárias se constituem em um período comum no ciclo normal de vida de uma estrela, mas eles têm vida curta, durando apenas algo em torno de 25 mil anos.

A vida de uma estrela cuja massa é maior do que 1,4 vezes a massa do Sol termina mais violentamente e deixa para trás um tipo diferente de nebulosa chamada resto de supernova. Quando tal estrela esgota seu combustível e colapsa, uma enorme onda de choque se arrasta pela estrela em alta velocidade, fazendo voar para fora várias camadas e deixando para trás um núcleo chamado de estrela de nêutron e uma camada de matéria em expansão conhecida como resto de supernova. Uma onda de choque de supernova é muito mais violenta do que o vento estelar que marca o fim de uma estrela de baixa massa. Perto do núcleo do resto de supernova, elétrons emitem radiação chamada de "radiação síncroton" enquanto eles espiralam-se em direção ao núcleo a velocidades próximas a da luz. A parte ultravioleta dessa radiação pode remover elétrons dos filamentos mais externos da nebulosa (ionizá-los), fazendo com que brilhem. Além disso, a matéria ejetada varre o gás e poeira circundantes enquanto se expande, produzindo uma onda de choque que excita e ioniza o gás na nebulosa resto de supernova, a qual possui baixa densidade mas é extremamente quente (até 1 milhão de graus!). O mais famoso resto de supernova é a Nebulosa do Caranguejo em Touro. A luz do núcleo interno vem da radiação síncroton, enquanto que as regiões mais externas brilham em muitas cores provenientes da emissão de diferentes gases, incluindo vermelho do hidrogênio. 

Marte do tamanho da Lua?

Oie! Como este blog é novo, eu queria postar alguma coisa interessante, diferente:

Você já deve ter recebido esse e-mail. Se ainda não recebeu, talvez seja só questão de tempo. Desde 2003 o boato vem se espalhando – principalmente no mês de agosto. A mensagem diz que o mundo inteiro irá ver. Marte vai ficar tão grande quanto a Lua Cheia à meia-noite do dia 27 de agosto. E se você perder esse espetáculo da natureza, jamais verá outro igual em vida.

Marte é um planeta vizinho da Terra. Sua órbita é maior e ele se move mais lentamente que o nosso mundo por isso leva quase dois anos para completar uma volta ao redor do Sol.Por causa disso, a cada 26 meses, aproximadamente, a Terra alcança e ultrapassa Marte. Na Astronomia, esse encontro é chamado de “oposição ao Sol” (ou simplesmente “oposição”), porque para ver Marte devemos olhar na direção oposta ao Sol: quando o Sol se põe no Oeste, o planeta nasce a Leste e quando é meia-noite, Marte atinge sua altura máxima no céu. Numa oposição de Marte, esse planeta, a Terra e o Sol ficam praticamente alinhados. Mas nem todas as oposições marcianas são iguais. Como as órbitas da Terra e principalmente de Marte não são círculos perfeitos, esse encontro pode se dar a diferentes distâncias.

Na oposição de 2003, Marte atingiu os 25 segundos de arco – isso é 72 vezes menor que a Lua Cheia (meio grau tem 1800 segundos).Então, se Marte não chegou nem perto do tamanho da Lua na melhor das oposições, por que ficaria agora? Pergunte a quem espalhou o boato! Alguém que, no mínimo, se confundiu todo com a matemática. A informação correta seria: “em 2003, Marte ficou com 25 segundos de arco, o tamanho de uma cratera da Lua, sendo observável com uma pequena luneta”.

A próxima oposição de Marte será em 2012, mas no dia 3 de março e não 27 de agosto!(que é o melhor mês, pois Marte esteve com 25,1" de diâmetro).



É uma pena que em 2012 Marte não estará tão grande quanto 2003!



Mas pensando bem... A Lua é 9 vezes mais leve e 8 vezes menos volumosa que Marte. Se o Planeta Vermelho ficasse tão grande e próximo, sua força gravitacional, somada a da Lua, ergueriam marés violentas o bastante para inundar nossas cidades costeiras duas vezes por dia. Pense de novo.



quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Astronomia

    Astronomia, que etimologicamente significa "lei das estrelas" com origem grego: (άστρο + νόμος)povos que acreditavam existir um ensinamento vindo das estrelas, é hoje uma ciência que se abre num leque de categorias complementares aos interesses da física, da matemática e da biologia. Envolve diversas observações procurando respostas aos fenômenos físicos que ocorrem dentro e fora da Terra bem como em sua atmosfera e estuda as origens, evolução e propriedades físicas e químicas de todos os objetos que podem ser observados no céu (e estão além da Terra), bem como todos os processos que os envolvem. Observações astronômicas não são relevantes apenas para a astronomia, mas também fornecem informações essenciais para a verificação de teorias fundamentais da física, tais como a teoria da relatividade geral.

   A origem da astronomia se baseia na antiga ciência, hoje considerada pseudociência astrologia, praticada desde tempos remotos. Todos os povos desenvolveram, ao observar o céu, um ou outro tipo de calendário, para medir a posição dos astros em função das variações do clima no decorrer do ano. A função primordial destes calendários era prever eventos cíclicos dos quais dependia a sobrevivência humana, como a chegada das chuvas ou do frio. Esse conhecimento empírico foi a base de classificações variadas dos corpos celestes. As primeiras ideias de constelações surgiram da necessidade de memorizar o cenário de fundo e assim acompanhar o movimento dos planetas atravessarem esse quadro de referência fixo.

Fonte: Wikipédia